
🎙️ Defesa de Braga Netto acusa Moraes de impedir gravação de acareação com Mauro Cid
Advogado diz que STF violou prerrogativas e promete acionar a OAB após negativa de Moraes
A defesa do general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro do governo Bolsonaro, acusou o Supremo Tribunal Federal de violar suas prerrogativas durante a acareação entre o militar e o tenente-coronel Mauro Cid, ocorrida nesta terça-feira (24). O motivo da queixa? A sessão, diferentemente de outras do processo que investiga a tentativa de golpe de Estado, não foi gravada.
José Luis de Oliveira Lima, advogado de Braga Netto, classificou a situação como um cerceamento de defesa e afirmou que vai levar o caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
— Todos os outros atos foram gravados. Por que este não foi? Com todo respeito ao ministro Alexandre de Moraes, isso não faz sentido algum. Tive minhas prerrogativas violadas e vou comunicar a OAB — disse o advogado à coluna de Bela Megale.
Segundo ele, logo no início da acareação, questionou Moraes sobre a gravação da audiência. Ao ouvir que não seria feita, pediu autorização para gravar por conta própria. O ministro negou.
Durante o embate entre os dois militares, Braga Netto teria chamado Mauro Cid de “mentiroso” por duas vezes. Cid, por sua vez, permaneceu em silêncio, com a cabeça baixa, sem reagir às acusações.
A ausência de registro audiovisual gera desconforto na defesa, que teme interpretações divergentes dos depoimentos sem provas materiais da sessão. A decisão de Moraes, considerada excepcional, agora pode abrir novo capítulo de tensão entre o STF e defensores de réus no inquérito do 8 de janeiro e da trama golpista.