
🔴 Governo Lula é acusado de blindar irmão em escândalo bilionário do INSS
Entidade comandada por Frei Chico, irmão do presidente, foi poupada de ações judiciais mesmo citada em relatórios da CGU e da PF; silêncio do INSS levanta suspeitas de favorecimento político.
Enquanto brasileiros enfrentam filas, cortes e humilhações para garantir seus direitos no INSS, o governo Lula parece seguir um caminho bem diferente quando se trata de proteger os seus. O escândalo da chamada “Farra do INSS” revelou um rombo bilionário causado por sindicatos que descontavam indevidamente valores de aposentados e pensionistas. No entanto, um detalhe escancara o jogo de dois pesos e duas medidas: quatro entidades citadas nas investigações — entre elas o Sindnapi, comandado pelo irmão do presidente Lula, Frei Chico — foram milagrosamente poupadas das ações judiciais movidas pela Advocacia-Geral da União.
Segundo relatório da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal, o Sindnapi abocanhou R$ 77 milhões — e não conseguiu comprovar a legalidade de nenhum desses repasses. Ainda assim, ficou de fora da lista de entidades processadas. Por quê? O INSS, quando questionado oficialmente pela oposição via Lei de Acesso à Informação, se recusou a responder. Silêncio cúmplice ou ordem superior?
Além do Sindnapi, outras entidades ligadas à esquerda, como a Contag, Conafer e ABCB, também escaparam da responsabilização, mesmo com provas e denúncias robustas. A desculpa do governo é que novas investigações ainda estão em curso, mas o fato é que a escolha de quem foi ou não processado partiu diretamente do INSS, que agora foge de explicar os critérios adotados.
O caso mais revoltante envolve o Sindnapi e seu presidente, Milton Cavalo, que viu seu patrimônio saltar como num passe de mágica. Entre 2021 e 2023, ele construiu uma mansão cinematográfica em um sítio de luxo no interior de São Paulo, batizado ironicamente de “Recanto Double Horse” — mas sem que o imóvel esteja registrado em seu nome. Será coincidência ou mais um capítulo da velha política do “toma lá, dá cá”?
Enquanto isso, milhares de idosos foram lesados, vendo seus benefícios corroídos por descontos indevidos. E a Justiça, que deveria ser para todos, parece ser seletiva quando o sobrenome é da Silva.
Esse episódio é mais do que um escândalo financeiro. É um desrespeito escancarado à moral pública, uma afronta ao princípio da impessoalidade e uma vergonha para um país que já sangra com tantas distorções. A blindagem ao irmão do presidente é inaceitável e revoltante. Se há justiça neste país, ela precisa alcançar todos, inclusive os que têm amigos — e irmãos — no poder.