🔻 Brasil em marcha à ré: estudo do FMI escancara empobrecimento da população

🔻 Brasil em marcha à ré: estudo do FMI escancara empobrecimento da população

🔍 De 48º para 87º lugar no ranking mundial de renda por pessoa, país vê seu desempenho minguar enquanto outras economias emergentes decolam.

O empobrecimento do povo brasileiro deixou de ser uma preocupação futura — ele já bateu à porta e se instalou. Um novo levantamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) revela que o Brasil caiu vertiginosamente no ranking global de PIB per capita ajustado pelo poder de compra: saímos da 48ª posição em 1980 para a 87ª em 2024. Isso nos coloca perigosamente perto da metade mais pobre do planeta.

À primeira vista, pode até parecer que houve avanço. O valor absoluto do PIB per capita subiu, de US$ 13,7 mil para US$ 19,6 mil. Mas esse aumento não acompanhou o ritmo dos nossos vizinhos e concorrentes globais. Enquanto o mundo correu, o Brasil andou a passos lentos — e pagamos o preço na forma de um custo de vida mais alto e de uma economia que perdeu competitividade.

Projeção sombria: mais queda até 2030

E o horizonte não é nada animador. O próprio FMI projeta que, se nada for feito, o Brasil pode afundar ainda mais — chegando ao 89º lugar em 2030. O combo explosivo de baixo crescimento, inflação persistente, investimentos estagnados e produtividade parada virou o novo normal da economia brasileira.

Para quem acompanha o tema de perto, não é surpresa. Desde 2013, nosso país praticamente estagnou. O PIB per capita em 2013 era de US$ 19.169 e, mais de uma década depois, pouco mudou: em 2024, o valor bateu apenas US$ 19.594. Enquanto isso, outras nações abriram mercados, atraíram investimentos e subiram na escada do desenvolvimento.

As raízes do problema: escolhas ruins e repetidas

Essa espiral de empobrecimento não é fruto do acaso. É resultado de uma série de decisões equivocadas que vêm sendo repetidas há décadas. Gastos públicos mal planejados, excesso de tributos e desperdício de recursos convivem com uma máquina estatal pesada e ineficiente.

A educação continua falha, o mercado de trabalho é informal demais e o ambiente de negócios afasta qualquer investidor com um mínimo de visão de longo prazo. Tudo isso empurra o país ladeira abaixo.

Isolamento comercial e reformas paradas

Ao invés de se abrir ao mundo, o Brasil se fecha. Barreiras à importação, protecionismo cego e subsídios para setores pouco produtivos travam a inovação e reduzem nossa competitividade. As reformas mais urgentes — como a tributária, a administrativa e a educacional — continuam engavetadas.

No lugar de transformações profundas, o que se vê são medidas paliativas, voltadas a agradar grupos políticos específicos. A máquina pública continua cara e ineficiente, enquanto os custos para a sociedade só aumentam.

Um empobrecimento tolerado — ou pior, incentivado

O mais alarmante é que essa deterioração parece ser encarada com indiferença — ou até com conveniência — pelos Três Poderes. No Executivo, reina o populismo. No Congresso, prevalecem as emendas parlamentares. E no Judiciário, seguem os aumentos salariais e os chamados “penduricalhos” bancados pelos cofres públicos.

O reflexo no dia a dia do brasileiro é visível: o dinheiro não vale mais o que valia, os serviços públicos pioraram e as chances de ascender na vida estão cada vez mais distantes. É um empobrecimento que não acontece da noite para o dia, mas que avança como uma doença silenciosa e constante.

A queda no ranking do FMI é apenas o retrato numérico de uma escolha nacional: o Brasil, infelizmente, decidiu não crescer.

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