
Bolsa Família encolhe: quase 1 milhão de famílias fora do programa em um mês
Em meio ao discurso de “aumento de renda”, governo Lula faz o maior corte no Bolsa Família em três anos, deixando milhões sem auxílio essencial
O governo Lula apertou ainda mais o cerco nos cadastros do Bolsa Família e promoveu um corte brusco em julho de 2025: 855 mil famílias deixaram de receber o benefício em apenas um mês. Com isso, o número de atendidos caiu para 19,6 milhões, o menor patamar desde julho de 2022, quando Jair Bolsonaro ainda ocupava a Presidência.
O Palácio do Planalto argumenta que o motivo da redução está no “aumento da renda das famílias”, que supostamente deixou parte dos beneficiários acima da linha exigida para permanência no programa. Mas especialistas e técnicos que acompanham o tema dizem que cortes nessa escala são raros e causam estranhamento até mesmo dentro do próprio governo.
Mesmo com a justificativa de “revisão cadastral”, o impacto é grande: em um país com desemprego persistente, inflação nos alimentos e queda na renda real de milhões, sair do Bolsa Família pode significar a volta à insegurança alimentar e à extrema pobreza para milhares de lares.
O pente-fino, intensificado na segunda metade de 2025, levanta dúvidas sobre o equilíbrio entre o rigor fiscal e o cuidado social. Para muitas dessas famílias, o que veio não foi aumento de renda — foi apenas o sumiço da ajuda em um momento ainda difícil. E, no fim das contas, quem paga o preço do ajuste são sempre os mesmos: os mais pobres.