
đ§ Ponte prometida vira arma polĂtica: dĂ©cadas de discursos, zero concreto
Governador e vice aproveitam inauguração de obra no São Francisco para cutucar antigos palanques e lembrar promessas que nunca atravessaram o rio
Depois de anos em que a população do Norte de Minas sĂł ouvia falar de uma ponte que nunca saĂa do papel, finalmente as mĂĄquinas começaram a trabalhar entre as cidades de Manga e Matias Cardoso. O anĂșncio foi feito pelo governador e seu vice neste sĂĄbado (23/8), em clima de celebração e⊠cutucada polĂtica.
No vĂdeo publicado nas redes sociais, os dois fizeram questĂŁo de ressaltar que, enquanto âuns prometiam atĂ© churrasco de picanha junto com a ponteâ, eles agora entregam obra, orçamento garantido e cronograma no chĂŁo da realidade.
âO que nĂŁo faltou por aqui foram discursos ensaiados que iludiram o povo durante dĂ©cadas. Agora, sem prometer nada alĂ©m de trabalho, a ponte começa de verdadeâ, disse o governador, mirando a velha prĂĄtica de prometer mais do que cumprir.
O vice tambĂ©m entrou na mesma toada: âDinheiro assegurado, obra iniciada e sem risco de parar. A diferença estĂĄ em quem fala e em quem faz.â
A ponte terå 1.160 metros de extensão, 13,8 de largura, espaço para pedestres e ligação com as rodovias MG-401 e MGC-135. O projeto é bancado com recursos da reparação do desastre de Brumadinho, que ainda cobra seu preço.
Enquanto isso, a população local segue lembrando que, por dĂ©cadas, atravessar o rio dependia de balsas â um atraso digno de novela repetida. Agora, a promessa finalmente virou concreto⊠mas nĂŁo sem antes render algumas alfinetadas polĂticas no caminho.