
🚨 Câmara aprova projeto que equipara facções e milĂcias a terrorismo
Proposta endurece penas e trata como terroristas grupos que dominam territĂłrios, ameaçam comunidades e desafiam o Estado. Deputados defendem que medida Ă© resposta ao avanço do crime organizado no paĂs.
A ComissĂŁo de Segurança PĂşblica da Câmara dos Deputados deu um passo importante nesta quinta-feira (6) ao aprovar dois projetos de lei que colocam facções criminosas, milĂcias e grupos armados no mesmo patamar legal do terrorismo. A proposta, que endurece o tratamento penal a essas organizações, foi relatada pelo deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), que defendeu uma postura mais firme do Estado diante da escalada da violĂŞncia.
Segundo Ramagem, “uma legislação mais rigorosa desencorajará a prática de delitos e fortalecerá a segurança nacional”.
Um dos textos, o PL 1912/25, de autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE), estabelece que ações de milĂcias e facções que dominem territĂłrios, limitem a circulação de pessoas, ameacem comunidades ou sabote serviços pĂşblicos sejam consideradas atos de terrorismo. As penas variam de 12 a 30 anos de prisĂŁo, as mesmas aplicadas a crimes terroristas.
O outro projeto — uma versão atualizada do PL 2680/25, do deputado José Medeiros (PL-MT) — amplia a Lei Antiterrorismo, incluindo entre os crimes terroristas os atos praticados por organizações criminosas que atentem contra a ordem pública, a segurança nacional e a população civil.
Com as duas aprovações, a Câmara sinaliza que a guerra contra o crime organizado entrou em uma nova fase, em que a violência urbana passa a ser tratada como uma ameaça direta ao Estado de Direito.
Agora, os textos seguem para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em seguida, serão votados no Plenário da Câmara. Se aprovados, precisarão passar também pelo Senado Federal antes de virarem lei.
Para muitos parlamentares, a medida representa um divisor de águas: um recado claro de que o Brasil não vai mais tolerar territórios dominados por criminosos que impõem medo, silenciam comunidades e desafiam o poder público.