🚨 Carro do presidente do Equador é atacado por multidão: governo fala em tentativa de assassinato

🚨 Carro do presidente do Equador é atacado por multidão: governo fala em tentativa de assassinato

Daniel Noboa saiu ileso após comitiva ser cercada por 500 manifestantes; governo denuncia “ato de terrorismo”, enquanto indígenas acusam repressão brutal

O presidente do Equador, Daniel Noboa, viveu momentos de tensão na noite desta terça-feira (7), quando o carro que o transportava foi atacado por uma multidão de cerca de 500 pessoas durante um protesto na província de Cañar, no sul do país.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Energia, Inés Manzano, o veículo presidencial ficou com marcas de bala, e o governo classificou o episódio como uma “tentativa de assassinato”. Noboa não ficou ferido, e cinco pessoas foram detidas.

“Disparar contra o carro do presidente, jogar pedras e danificar patrimônio público são crimes. Não vamos tolerar esse tipo de violência”, declarou Manzano.

O ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, foi ainda mais enfático, chamando o ataque de “ato de terrorismo”.

Mas a versão oficial foi rapidamente contestada. A Conaie, principal organização indígena do país, acusou o governo de promover uma repressão violenta e desproporcional contra manifestantes que protestavam de forma pacífica. Segundo a entidade, mulheres idosas e líderes locais foram agredidos, e cinco militantes foram presos arbitrariamente.

“Houve uma ação policial e militar brutal”, afirmou a organização em comunicado.

Os protestos, que já duram mais de duas semanas, começaram após o governo eliminar o subsídio ao diesel, medida que atingiu em cheio comunidades indígenas e trabalhadores rurais. Bloqueios em estradas e marchas se espalharam por várias regiões do país.

Imagens divulgadas pela Presidência mostram vidros estilhaçados e rachaduras no carro presidencial, mas ainda não há confirmação oficial de disparos de arma de fogo.

A tensão política e social cresce no Equador, um país já abalado pela violência do narcotráfico e pela crise econômica. O ataque à comitiva de Noboa, independentemente das versões, acende um alerta: o país vive um clima em que o diálogo dá lugar à hostilidade — e onde a raiva da população parece ecoar mais alto que as promessas do poder.

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