
🚨 Onda de vandalismo atinge transporte público de SP: 35 ônibus atacados em 24 horas
Desde 12 de junho, já são 235 coletivos danificados na capital e na Grande São Paulo; ataques seguem sem explicação e geram medo entre usuários
A cidade de São Paulo vive dias tensos com uma sequência assustadora de ataques a ônibus. Somente nas últimas 24 horas, 35 novos casos de vandalismo foram registrados pela SPTrans. Ao todo, desde o dia 12 de junho, já são 235 veículos depredados — um rastro de destruição que se espalha tanto pela capital quanto por cidades vizinhas da Região Metropolitana.
As ações acontecem geralmente no período da noite, entre 20h e 23h. Em muitos casos, grupos pequenos, às vezes até adolescentes em bicicletas ou a pé, apedrejam os coletivos, estilhaçam janelas e causam pânico entre os passageiros. Os motoristas, temendo o pior, optam por evacuar os veículos antes que alguém se machuque.
Na tarde de terça-feira (1º), ao menos 20 ônibus foram atingidos em diferentes pontos da capital e em Taboão da Serra, onde os bairros Jardim Salete e Parque Laguna concentraram os casos mais graves. Dois coletivos também foram alvos de pedradas na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin. Segundo uma motorista, os agressores usavam estilingues para quebrar os vidros.
Polícia tenta decifrar a origem dos ataques
Apesar da onda de depredações, até agora não há uma explicação clara para o que está por trás dos ataques. A Polícia Civil abriu investigações e tenta cruzar dados com imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas. Representantes das empresas afetadas devem prestar depoimento ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) nos próximos dias.
Para acelerar as apurações, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que todos os boletins de ocorrência estão sendo concentrados em duas delegacias — uma na capital e outra na região do ABC. A intenção é facilitar a identificação dos responsáveis por essa verdadeira ofensiva contra o transporte público.
A Prefeitura também está usando imagens do programa Smart Sampa, que reúne câmeras espalhadas pela cidade, na tentativa de flagrar os autores dos ataques. Já a Guarda Civil Municipal de Taboão da Serra anunciou o reforço nas rondas nos locais mais atingidos.
Medo no dia a dia de quem depende do transporte
Enquanto as investigações não avançam, o clima entre os passageiros e trabalhadores do transporte é de apreensão. A cada novo ataque, a sensação de insegurança aumenta. “A gente sai para trabalhar sem saber se vai voltar pra casa inteira”, relatou uma cobradora da Zona Sul.
A pergunta que fica no ar, ecoando dentro dos ônibus destruídos e nos grupos de mensagens entre motoristas e cobradores, é uma só: por que tudo isso está acontecendo? E, principalmente, até quando?
📹 Vídeos nas redes mostram cenas de destruição e violência que viraram rotina em várias regiões da cidade. A população, perplexa, cobra resposta e proteção.