🚫 Governo Lula nega blindados ao Rio e deixa forças de segurança sozinhas no combate ao tráfico

🚫 Governo Lula nega blindados ao Rio e deixa forças de segurança sozinhas no combate ao tráfico

Mesmo diante do avanço do Comando Vermelho, o Ministério da Defesa recusou três vezes o pedido de Cláudio Castro para usar blindados da Marinha em operações contra o crime organizado.

Enquanto o Rio de Janeiro travava uma verdadeira guerra contra o tráfico, o governo federal preferiu cruzar os braços. O governador Cláudio Castro (PL) solicitou ao ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, o envio de blindados da Marinha para reforçar as operações nas áreas dominadas por facções criminosas — mas teve o pedido negado três vezes.

Os documentos, datados de 28 de janeiro, mostram que Castro pedia o uso dos veículos e de seus operadores para enfrentar o Comando Vermelho, facção que aterroriza comunidades e enfrenta o Estado com armamento pesado. A resposta do governo federal, no entanto, foi negativa.

Segundo aliados do governador, Múcio encaminhou o caso ao comandante da Marinha, que também recusou o pedido, alegando que só poderia liberar os blindados mediante uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) — algo que o presidente Lula tem se recusado a autorizar.

“Tivemos pedidos negados três vezes. Dizem que precisa de GLO, mas o presidente é contra. Cada dia surge uma desculpa diferente para não colaborar”, afirmou Castro, em tom de indignação, durante coletiva de imprensa.

Na prática, o governo do Rio teve de agir sem o respaldo do Planalto, confiando apenas nas forças estaduais. Foram mobilizados mais de 2,5 mil policiais civis e militares, que, mesmo sem apoio logístico federal, realizaram uma das maiores e mais bem-sucedidas operações da história fluminense, com dezenas de criminosos neutralizados e armas de guerra apreendidas.

O equipamento solicitado por Castro era o Carro Lagarta Anfíbio (CLAnf), utilizado pela Marinha para transporte e proteção de tropas em terrenos difíceis — um recurso que teria garantido maior segurança e mobilidade aos agentes durante as incursões nas áreas dominadas pelo tráfico.

“Não estamos pedindo favor, estamos pedindo parceria. O Rio de Janeiro não pode enfrentar sozinho o poder do crime”, disse um integrante do governo estadual.

Enquanto o Ministério da Defesa hesita e o Palácio do Planalto se distancia, as forças fluminenses seguem atuando na linha de frente, enfrentando facções que agora usam até drones com explosivos para atacar a polícia.

O contraste é evidente: de um lado, o governo do Rio mostrando coragem e ação concreta; do outro, um governo federal que fala em direitos humanos, mas se cala diante da barbárie do tráfico.

O resultado é que o povo fluminense continua contando com seus próprios heróis — os policiais, que seguem firmes, mesmo quando a ajuda que deveria vir de cima nunca chega.

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