
🧾 PT corre para carimbar o “filho” do Imposto de Renda antes que a direita registre em cartório
Com medo de perder a “paternidade” da isenção do IR, o partido de Lula prepara ofensiva na TV, nas redes e até nas ruas para lembrar quem — segundo eles — foi o verdadeiro “pai da criança”.
O PT entrou em modo defensivo. O partido teme que a direita, incluindo o Centrão e os bolsonaristas, tente “roubar” de Lula o crédito pela ampliação da isenção do Imposto de Renda, aprovada por unanimidade na Câmara. O projeto é o trunfo eleitoral do presidente para 2026 — e os petistas já enxergam a oposição se movimentando para colar a medida em outros nomes.
Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, “roubar essa paternidade é difícil, porque o IR foi promessa de campanha de Lula”. Traduzindo: o partido sabe que a disputa é menos sobre economia e mais sobre narrativa — e pretende vencer no grito e no marketing.
A estratégia está montada: propaganda na TV, bombardeio de postagens nas redes sociais e ações de rua exaltando o “feito histórico”. Tudo para garantir que o brasileiro associe o alívio no bolso diretamente ao Planalto — e não aos deputados que votaram a favor da medida.
Ironia das ironias: até bolsonaristas apoiaram o texto, de olho no apelo popular, mesmo criticando a taxação dos super-ricos, usada como compensação. No fim, acabaram entregando os “louros” a Lula, como reconhecem os próprios petistas — talvez o caso mais raro de auto-gol político coletivo em Brasília.
Enquanto isso, a comunicação do governo já trabalha para transformar o IR em um selo de campanha: o “Lulômetro do bolso”, por assim dizer. Se o eleitor sentir o alívio na conta, o PT quer garantir que o crédito não vá parar no colo errado.
A disputa pela autoria do Imposto de Renda virou uma espécie de teste de DNA político — e, pelo tom dos bastidores, ninguém quer pagar a pensão dessa narrativa sem ter o nome no registro.