
🌎 “Maduro não é Bin Laden”, diz Amorim sobre ameaças dos EUA à Venezuela
Assessor especial de Lula alerta que ação militar americana pode ser desproporcional e reforça que presidente venezuelano não financia terrorismo.
O principal assessor de Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, reagiu nesta sexta-feira (24) às ameaças dos Estados Unidos de uma intervenção militar na Venezuela, direcionada ao governo de Nicolás Maduro.
Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, Amorim afirmou que acompanha o cenário “com muita preocupação”, principalmente depois da presença de helicópteros americanos no Caribe, semelhantes aos usados pela tropa de elite que matou Osama Bin Laden no Paquistão em 2011.
“Vejo com muita preocupação. Não é a mesma coisa. Você pode gostar ou não do Maduro, mas ele não é o Bin Laden. Não é patrocinador de terrorismo”, destacou o ex-chanceler.
Apesar do alerta, Amorim confirmou que não acompanhará Lula na reunião com o presidente americano, Donald Trump, marcada para domingo (26/10) em Kuala Lumpur, na Malásia. Ele seguirá com compromissos na França, participando do Foro da Paz em Paris.
Os EUA justificam a presença de navios e tropas no Caribe como uma operação para combater o tráfico de drogas, enquanto o governo venezuelano vê a ação como uma tentativa de derrubar Maduro. Trump também teria autorizado uma operação terrestre no país, argumentando que o alvo são os cartéis de drogas.
Amorim reforça que, embora crítico das políticas americanas, é preciso ter proporcionalidade e respeito à soberania, evitando decisões que possam inflamar ainda mais a tensão na região.