🎤 Padre Sertanejo, Cachê Milionário e Farda: Quem é Alessandro Campos?

🎤 Padre Sertanejo, Cachê Milionário e Farda: Quem é Alessandro Campos?

Entre shows lotados no São João da Bahia e a batina de capelão militar, o “padre cowboy” mistura fé, viola e um cachê de quase R$ 1 milhão

Nas festas de São João da Bahia deste ano, um nome chamou atenção tanto pelo figurino quanto pelo cachê: o padre Alessandro Campos. O religioso, que também é militar e cantor sertanejo, vai embolsar quase R$ 1 milhão por apresentações nas cidades de Barreiras, Itatim e Campo Formoso.

Com 43 anos e natural de Guaratinguetá (SP), Alessandro tem uma trajetória que mistura vocação religiosa, vida militar e paixão pela música. Desde pequeno, já imitava missas com suco de groselha e bolacha, inspirado pela avó. Aos 10 anos, virou coroinha e, aos 13, entrou no seminário. Em 2007, aos 24 anos, foi ordenado padre.

Mas ele não seguiu um caminho tradicional. Além da batina, vestiu farda: serviu na Academia das Agulhas Negras, em Resende, e atuou como capelão e tenente no Colégio Militar de Brasília. Foi ali que uniu o altar à sanfona, incorporando músicas sertanejas às celebrações religiosas.

Autointitulado o “primeiro padre sertanejo do Brasil”, Alessandro ganhou notoriedade com seus shows e programas de TV. Desde 2011, lançou seis álbuns, sendo que o mais recente, “Fé na estrada”, saiu em 2021. Em 2014, chegou a figurar entre os 50 discos mais vendidos do mundo, segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

Além da música, também apresenta programas religiosos em várias emissoras, como TV Aparecida, Rede Vida, Século 21 e TV Gazeta. Em seu perfil no Instagram, onde soma mais de 2 milhões de seguidores, compartilha trechos de shows, orações e mensagens de fé.

“Que Deus te cure de toda doença do corpo e da alma, e que a paz d’Ele invada completamente o teu coração!”, escreveu ele na última semana — mensagem que teve mais de 4.700 curtidas.

Com seu chapéu, batina estilizada e voz de sertanejo raiz, padre Alessandro Campos prova que fé, viola e palcos lotados podem caminhar juntos — e render cifras bem generosas.

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