
📈 Milagre à Brasileira: Economia Afunda, mas “Empregos” Brotam como Milho em Festa Junina
Enquanto o país patina na economia, o governo Lula comemora criação de vagas que mal cobrem a perda do poder de compra — e ainda diz que o “mundo não vai acabar” com o tarifaço de Trump.
No mundo cor-de-rosa pintado pelo Ministério do Trabalho, a crise é apenas um detalhe inconveniente. Segundo o ministro Luiz Marinho, não há motivo para preocupação com o tarifaço imposto por Donald Trump: “O mundo não vai acabar, vai continuar lindo, firme e forte”. Afinal, em junho foram criadas 166,6 mil vagas formais — número 17% menor que no mesmo mês de 2024, mas quem está contando, não é mesmo?
Na narrativa oficial, o presidente Lula está prontíssimo para negociar com os Estados Unidos, como se uma conversa de café resolvesse a pressão sobre o comércio exterior. E, para reforçar o otimismo, Marinho garante que não há déficit comercial com os EUA — “quem teria que reclamar somos nós”, disse, como se a diplomacia fosse um jogo de cartas onde basta ter a mão mais alta.
O problema é que, por trás da festa dos números, a realidade insiste em estragar o clima: os empregos gerados mal acompanham a inflação, o salário médio inicial em junho ficou em R$ 2.278,37 (um aumento quase invisível de pouco mais de R$ 24 em relação a maio) e a economia segue mancando, com o consumo e a indústria dando sinais de cansaço. Mas, na versão oficial, está tudo sob controle.
Até porque, se depender do governo, qualquer notícia vira comemoração. É como se o paciente estivesse internado na UTI e o médico anunciasse, sorridente: “Mas veja só, a pressão subiu meio ponto, estamos no caminho certo!”.