
📢 Da fumaça ao sumiço: a dança da PGR e do governo para “esclarecer” o caso Rui Costa
Dias atrás, a imprensa divulgava que a PGR via indícios contra o ministro da Casa Civil. Agora, milagrosamente, o discurso é outro — e soa mais como blindagem oficial do que busca pela verdade.
No Brasil, os fatos não mudam tão rápido quanto as narrativas. Há poucos dias, manchetes apontavam que a Procuradoria-Geral da República teria visto indícios do envolvimento de Rui Costa, ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, na compra suspeita de respiradores pelo Consórcio Nordeste em plena pandemia — negócio que custou R$ 48 milhões e não entregou um único aparelho. O caso inclui até delação premiada revelando pagamentos suspeitos e intermediários próximos ao então governador.
Mas, como num passe de mágica, o tom mudou. Agora, a própria Casa Civil, com apoio na “leitura” da PGR, diz que não há novos elementos, que não se pediu responsabilização e que qualquer associação direta ao crime é “mentirosa”. Curioso: quando o assunto parecia apertar o cerco, havia “indícios”. Quando chega a hora de dar nomes e avançar no processo, tudo vira um “mal-entendido” jurídico.
O enredo é repetido: o processo está parado no STF, com manobras para voltar ao STJ. A defesa de Rui Costa garante colaboração “ampla e irrestrita” e pede “celeridade” — algo que, convenhamos, parece contraditório quando o caso se arrasta há anos sem solução.
No fim, o recado que fica é este: quando a suspeita envolve figurões do governo, as investigações podem até andar… mas sempre com um tapete bem felpudo para aparar a queda. Afinal, no governo Lula, PGR e ministros parecem mais preocupados em evitar constrangimentos do que em esclarecer de vez se houve ou não crime.