🔒 Na mira do crime… mas só se for com nota fiscal

🔒 Na mira do crime… mas só se for com nota fiscal

📱 Lula quer punição mais dura para quem furta celular pra revender — mas continua leve com o resto da bandidagem institucional

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva resolveu mostrar que se importa com a segurança pública. Mas, claro, só quando se trata de ladrão de celular — especialmente se o aparelho for parar no camelô. Nesta quarta-feira (25/6), o presidente enviou ao Congresso um projeto de lei que endurece penas para furto e receptação de celulares, criando até uma “categoria especial” para quem roubar com a intenção de revenda. A pena pode chegar a até oito anos de prisão. Isso mesmo: se você for pobre, ladrão e ainda tentar empreender, vai direto para o xadrez.

A proposta nasceu no Ministério da Justiça e Segurança Pública, chefiado por Ricardo Lewandowski — ex-ministro do STF — e ainda teve a bênção da Casa Civil antes de Lula assinar. O objetivo declarado é combater as quadrilhas que atuam no mercado negro de smartphones, como a famosa “Mainha do Crime”, presa recentemente em São Paulo por chefiar uma rede de receptação.

Pelo texto, se alguém furta um celular a mando de alguém, ou com a intenção de vender depois, a pena mínima sobe de dois para até oito anos. Já quem compra o aparelho sabendo que ele é roubado — e também vai revendê-lo — pode pegar até 12 anos de prisão, quase o mesmo tempo de quem comete homicídio simples.

Enquanto isso, o roubo violento de celular continua com as mesmas penas já previstas. E crimes do colarinho branco? Adivinha… seguem firmes, leves e soltos, com julgamentos a passos de tartaruga e benefícios para os bem relacionados. Afinal, o rigor da lei, no Brasil, costuma ser seletivo: mão pesada pra quem furta um Samsung velho, mas mão leve pra quem assalta um orçamento inteiro com caneta e terno.

O projeto ainda precisa passar pela Câmara e pelo Senado, mas a mensagem está dada: o crime compensa, desde que não envolva moto, mochila e celular. Se o criminoso for engravatado e tiver amigos em Brasília, não precisa se preocupar. A lei não é pra ele.

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