Governo Lula cria centenas de cargos políticos em estatais com custo milionário

Governo Lula cria centenas de cargos políticos em estatais com custo milionário

Desde 2023, foram 273 novas posições ocupadas por aliados do governo, com impacto de mais de R$ 200 milhões por ano. Planalto minimiza e diz que uso é “pontual”.

Desde que voltou ao Planalto em 2023, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criou 273 cargos de indicação política em estatais federais — posições muitas vezes preenchidas por filiados ao PT e integrantes da base aliada. A informação foi revelada por reportagem do jornal Folha de S.Paulo e tem gerado críticas diante do alto custo: os novos postos somam R$ 206 milhões por ano aos cofres públicos.

O Palácio do Planalto, por sua vez, saiu em defesa das nomeações. Em nota oficial, o governo classificou o uso desses cargos como “restrito, pontual e residual” e afirmou que eles representam apenas um entre cada 314 funcionários ativos nas empresas públicas.

Apesar da tentativa de amenizar o impacto, o número chama atenção pelo tamanho e pelo contexto político: os cargos são, em sua maioria, ocupados por pessoas próximas ao núcleo governista, reforçando a prática tradicional do loteamento de estatais — uma estratégia frequentemente criticada por abrir espaço para indicações políticas em funções estratégicas.

Esses cargos, além do custo financeiro, reacendem um velho debate sobre a interferência política na gestão das estatais, em um momento em que o governo já enfrenta questionamentos sobre o inchaço da máquina pública.

A oposição critica o movimento, alegando que a medida serve mais para acomodar aliados do que para atender ao interesse público. Já o governo sustenta que os postos seguem os critérios técnicos exigidos por lei e não comprometem a eficiência das empresas.

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