Abandono e angústia: Idosa presa pelo 8 de janeiro afunda em depressão dentro da cadeia

Abandono e angústia: Idosa presa pelo 8 de janeiro afunda em depressão dentro da cadeia

Condenada a 14 anos, Adalgiza enfrenta crise emocional severa e condições precárias na prisão

Aos 65 anos, Adalgiza Maria Dourado vive um drama silencioso atrás das grades. Desde que foi presa em maio, acusada de descumprir medidas cautelares ligadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, ela enfrenta um turbilhão de sofrimento psicológico que se agrava a cada dia: depressão profunda, crises de ansiedade, ataques de pânico e pensamentos suicidas.

Condenada a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, Adalgiza está reclusa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Mas, além do peso da sentença, carrega o fardo da solidão e da instabilidade mental.

Segundo a revista Oeste, um médico chegou a orientar que ela não ficasse sozinha na cela, temendo que a idosa tirasse a própria vida. O estado emocional de Adalgiza se deteriorou ainda mais após a confirmação da pena, mergulhando-a em um ciclo de sofrimento que, segundo relatos, tem sido ignorado pelas autoridades.

E não para por aí. As condições da cela onde ela está presa pioram seu quadro clínico. O colchão ruim a impede de dormir com dignidade, e ela já sofreu uma queda no banheiro após tomar os remédios para depressão.

“Ela não está apenas pagando por um crime — está sendo esquecida, enquanto luta, dia após dia, para manter a própria sanidade”, comenta uma fonte próxima ao caso.

Diante de tudo isso, fica a pergunta: onde está a humanidade do sistema penal? Prisão não deveria significar tortura mental. A idade avançada, o estado emocional frágil e as condições em que se encontra Adalgiza exigem, no mínimo, atenção e cuidado. Justiça que ignora o sofrimento humano perde sua essência.

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