
🔥 Após crise com STF, Hugo Motta senta à mesa com Moraes e Gilmar para “apagar incêndios”
Jantar entre presidente da Câmara e ministros do Supremo tenta selar uma trégua após desgaste provocado pelo caso Alexandre Ramagem
O clima anda tenso entre os Poderes, mas na noite de terça-feira (20/5), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu abrir as portas da residĂŞncia oficial, em BrasĂlia, para uma conversa olho no olho com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na mesa, além de bons pratos, estavam Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino — quatro pesos-pesados do STF. Segundo apurou a coluna, o encontro teve um objetivo claro: desarmar os ânimos e tentar colocar panos quentes na relação que vinha azedando entre Câmara e Supremo.
O mal-estar ficou mais evidente depois que a Primeira Turma do STF contrariou a decisĂŁo da Câmara sobre o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), aliado de Bolsonaro. A Corte decidiu limitar os efeitos da suspensĂŁo de investigações contra o parlamentar, o que irritou profundamente Motta e lĂderes da Casa.
🔥 Bastidores da tensão
O incĂ´modo Ă© tanto que, recentemente, o prĂłprio presidente da Câmara cobrou, na frente do ministro LuĂs Roberto Barroso, uma autocrĂtica de todos os Poderes — incluindo o STF.
O caso Ramagem virou sĂmbolo desse embate. Com apoio de mais de 300 deputados, a Câmara tentou frear a investigação contra ele no inquĂ©rito que apura a tentativa de golpe. O Supremo, porĂ©m, bateu o martelo: sĂł ficam suspensos os processos sobre crimes supostamente cometidos por Ramagem depois que ele assumiu oficialmente como deputado.
🏛️ Encontros e desencontros no tabuleiro polĂtico
Curiosamente, o jantar na casa de Motta aconteceu pouco depois de outro encontro de peso. Mais cedo, Gilmar Mendes esteve na casa do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, tambĂ©m em BrasĂlia, onde conversou com deputados de quase todos os partidos — menos o PL de Jair Bolsonaro, que nĂŁo mandou ninguĂ©m.
Estavam na roda nomes como Antônio Brito (PSD-BA), Elmar Nascimento (União-BA), Dr. Luizinho (PP-RJ), Arthur Lira (PP-AL), Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Mário Heringer (PDT-MG), Odair Cunha (PT-MG), José Guimarães (PT-CE) e Pedro Campos (PSB-PE).
Motta nĂŁo apareceu nesse jantar. A justificativa? Estava em outro evento, desta vez com prefeitos da ParaĂba, seu reduto eleitoral e base polĂtica.
No fim das contas, o recado que fica Ă© claro: por trás dos embates pĂşblicos, as costuras seguem firmes nos bastidores. Porque, em BrasĂlia, briga de Poder nunca termina — sĂł muda de palco.