
Advogada é presa por furto de celulares no Recife e caso gera revolta
Raquel Varela foi detida em flagrante após ser reconhecida por empresário; polícia aponta resistência e múltiplos crimes
Prisão em flagrante expõe caso que revolta pela gravidade
Um caso que deveria ser exceção acabou chocando pela contradição. A advogada Raquel Varela, de 37 anos, foi presa em flagrante no Recife, suspeita de furtar celulares de uma loja no centro da cidade. O episódio gerou indignação não apenas pelo crime, mas pelo fato de envolver uma profissional do Direito — justamente alguém que deveria zelar pelo cumprimento da lei.
A prisão ocorreu na noite da sexta-feira (24), após a suspeita ser localizada em um bar no bairro do Pina, na Zona Sul da capital pernambucana.
Furto foi registrado por câmeras de segurança
O crime aconteceu dias antes, em uma loja localizada no bairro da Ilha do Leite. Imagens de câmeras de segurança mostram a advogada se aproximando de uma mesa onde estavam dois iPhones expostos, guardando os aparelhos na bolsa e deixando o local como se nada tivesse acontecido.

Segundo o empresário Misael Junior, a mulher inicialmente foi ao estabelecimento para negociar um aparelho, mas mudou de comportamento e aproveitou um momento de distração dos funcionários para cometer o furto.
Reconhecimento e abordagem policial
Após divulgar as imagens nas redes sociais, o comerciante recebeu denúncias indicando o paradeiro da suspeita. Ao encontrá-la em um bar, acionou a Polícia Militar de Pernambuco, que realizou a abordagem.
No momento da ação, segundo a polícia, a advogada negou o crime e resistiu à prisão. Imagens mostram que ela chegou a se agarrar a um policial para evitar ser algemada, o que exigiu contenção por parte dos agentes.
Crimes e agravantes registrados
A Polícia Civil de Pernambuco informou que a suspeita foi autuada em flagrante por uma série de crimes:
- Furto
- Receptação
- Desacato
- Resistência
- Lesão corporal
- Desobediência
Ela foi encaminhada à Delegacia de Boa Viagem e permanece à disposição da Justiça.
Provas e prejuízo ao comerciante
Na delegacia, o empresário conseguiu comprovar que um dos celulares encontrados com a advogada era o mesmo furtado, por meio do código IMEI — identificação única de aparelhos.
Apesar da recuperação parcial, o prejuízo ainda não foi totalmente resolvido. Segundo o lojista, o aparelho está bloqueado e a suspeita não forneceu as informações necessárias para desbloqueio. Um segundo celular ainda não foi localizado.
Mais denúncias aumentam a gravidade do caso
Após a repercussão, o dono da loja afirmou ter recebido mais de 20 relatos de possíveis furtos com características semelhantes, envolvendo itens como roupas e perfumes.
As novas informações foram encaminhadas à polícia, que deve aprofundar as investigações para verificar se há outros episódios relacionados.
Um caso que vai além do crime comum
O episódio causa indignação justamente por envolver alguém que, em tese, deveria defender a lei. A conduta atribuída à advogada fere não só o patrimônio da vítima, mas também a confiança social na profissão.
Mais do que um caso policial, o episódio escancara um problema maior: quando quem deveria proteger as regras passa a violá-las, o impacto atinge toda a sociedade.