Após encontro com Zelensky, Trump defende fim imediato da guerra na Ucrânia

Após encontro com Zelensky, Trump defende fim imediato da guerra na Ucrânia

Ex-presidente sugere que Rússia e Ucrânia “parem onde estão” e reivindiquem vitória, pedindo que a história decida sobre o conflito.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (17/10) que a guerra entre Rússia e Ucrânia precisa terminar imediatamente, com ambos os lados “parando onde estão” e podendo reivindicar vitória. A declaração foi feita após uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca.

“Sangue suficiente já foi derramado, e os limites das propriedades já foram definidos pela guerra e pela coragem. É hora de parar onde estão”, escreveu Trump na plataforma Truth Social. “Que ambos reivindiquem a vitória, e que a história decida! Chega de tiroteios, mortes e gastos insustentáveis.”

Trump descreveu o encontro com Zelensky como “cordial e muito interessante” e afirmou que transmitiu ao líder ucraniano a mesma mensagem que havia dado a Vladimir Putin, durante uma ligação de mais de duas horas realizada na quinta-feira (16).

“O encontro com Zelenskyy foi muito interessante e cordial. Eu disse a ele, assim como disse ao presidente Putin, que é hora de encerrar a matança e buscar um acordo. Já houve sangue demais… Que todos voltem para casa em paz com suas famílias”, acrescentou Trump.

O encontro em Washington aconteceu um dia após a conversa do republicano com Putin, considerada essencial para o futuro do apoio norte-americano à Ucrânia e para a definição da política dos EUA no Leste Europeu. Apesar da reunião, não houve decisão clara sobre a resolução do conflito.

Entre os assuntos discutidos, esteve a possível entrega de mísseis de cruzeiro Tomahawk à Ucrânia, tema sensível dentro da Casa Branca. Trump afirmou acreditar que “a Rússia está pronta para resolver a situação” e que existe “boa chance de concluir essa guerra”.

O Kremlin descreveu o diálogo com Trump como “franco e produtivo”, destacando negociações de paz e uma possível cúpula em Budapeste nas próximas semanas, mas alertou que o envio de mísseis poderia “prejudicar seriamente” as relações bilaterais.

Trump, por sua vez, ponderou que os EUA também precisam manter seus estoques de mísseis, dizendo que “não é fácil transferir armas” e que o país não pretende esgotar seus recursos estratégicos. Zelensky, em coletiva após o encontro, evitou comentar sobre o tema dos Tomahawks, afirmando que não discutiriam publicamente o assunto no momento.

O encontro reforça a posição de Trump em buscar uma solução imediata para o conflito, mesmo que isso envolva concessões e um desfecho que deixe a história decidir quem “venceu” a guerra.

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