Após queda, Michelle afirma que Bolsonaro vive em “modo sobrevivência”

Após queda, Michelle afirma que Bolsonaro vive em “modo sobrevivência”

Ex-primeira-dama diz que ex-presidente convive com dores constantes desde 2018 e reforça pedido de prisão domiciliar

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta dores contínuas e que, diante do desgaste físico acumulado ao longo dos anos, passou a viver no que ela definiu como “modo sobrevivência”. A declaração foi feita no Hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro realizou exames médicos.

Segundo Michelle, o ex-presidente já se acostumou a conviver com sofrimento intenso desde o atentado sofrido em 2018. Ela relatou que, em diferentes momentos de internação, Bolsonaro chegou a demonstrar esgotamento extremo diante das dores provocadas principalmente por complicações intestinais. “Ele já vive nessa zona de sofrimento. É como se trabalhasse o próprio subconsciente apenas para continuar vivo”, afirmou.

Bolsonaro foi levado ao hospital após sofrer uma queda dentro da cela onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por envolvimento na trama golpista. O acidente ocorreu na terça-feira (6), quando ele bateu a cabeça durante a madrugada. O ex-presidente permaneceu no hospital até o fim da tarde desta quarta-feira.

Os advogados solicitaram a realização de exames para investigar um quadro descrito como compatível com traumatismo craniano leve, possível síncope noturna associada à queda, crise convulsiva ainda a esclarecer, oscilações temporárias de memória e um corte na região temporal direita.

Durante a permanência no hospital, Michelle voltou a defender que Bolsonaro seja transferido para prisão domiciliar. Ao ser questionada sobre uma possível demora proposital do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na autorização para a ida ao hospital, ela respondeu que acredita que sim.

A ex-primeira-dama também destacou a idade avançada do ex-presidente e o histórico de saúde delicado. “Ele tem 70 anos, já passou por nove cirurgias, possui diversas comorbidades e faz uso de medicamentos fortes, que acabam contribuindo para episódios de tontura e fragilidade física”, ressaltou.

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