
Armênia e Azerbaijão assinam paz histórica após quase 40 anos de guerra
Acordo mediado por Trump encerra décadas de violência em Nagorno-Karabakh e abre caminho para comércio, transporte e relações diplomáticas entre os países.
Depois de quase quatro décadas de conflitos sangrentos e tentativas frustradas de negociação, Armênia e Azerbaijão finalmente colocaram um ponto final — ou pelo menos uma vírgula de esperança — em uma disputa que marcou gerações.
O palco da reconciliação foi a Casa Branca, onde o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, assinaram um tratado que promete encerrar para sempre a disputa por Nagorno-Karabakh, região que foi epicentro de batalhas violentas e que, só em 2023, viu mais de 100 mil armênios serem forçados a abandonar suas casas.
A mediação ficou por conta de Donald Trump, que celebrou o momento como um “novo começo” e destacou: “Eles lutaram por 35 anos e agora serão amigos por muito tempo. É o fim dos conflitos e o início de um caminho de cooperação, respeito e reabertura de fronteiras.”
O acordo prevê a retomada de rotas comerciais, abertura para viagens e o restabelecimento das relações diplomáticas. Oleodutos, gasodutos, ferrovias e linhas de fibra óptica estão no plano para transformar uma antiga zona de guerra em um corredor de prosperidade.
Aliyev chamou o acordo de “milagre” e disse que indicará Trump ao Prêmio Nobel da Paz. Pashinyan, por sua vez, falou em um “marco histórico”, reforçando que a paz entre os países é também uma vitória para a segurança global.
Agora, as atenções se voltam para o próximo capítulo: definir quem vai comandar os novos projetos de infraestrutura e garantir que o que foi escrito no papel se transforme em realidade duradoura.