
Moraes barra visita de Gayer a Bolsonaro, mas libera entrada para outros aliados
Enquanto o deputado goiano fica de fora, outros parlamentares e até a vice-governadora do DF recebem aval para encontrar o ex-presidente em prisão domiciliar.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (8) impedir que o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), um dos mais fervorosos aliados de Jair Bolsonaro, visite o ex-presidente em sua prisão domiciliar.
Em contrapartida, Moraes liberou a entrada de outros nomes da base bolsonarista. Deputados como Domingos Sávio (PL-MG), Joaquim Passarinho (PL-PA), Capitão Alden (PL-BA) e Júlia Zanatta (PL-SC) estão autorizados a ir até a casa de Bolsonaro. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), também teve seu pedido aceito, inclusive com ajuste na data para a visita.
A agenda de encontros segue marcada ao longo de agosto, com cada visitante tendo um dia específico. Ontem (7), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já havia se encontrado com Bolsonaro. A reunião durou cerca de uma hora, e Tarcísio, apontado como possível candidato à Presidência em 2026, saiu direto para um encontro com governadores opositores de Lula.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4, acusado de coação no curso do processo, ataques à soberania nacional e tentativa de obstruir a Justiça. A decisão sobre quem pode ou não visitá-lo tornou-se mais um capítulo da disputa política que cerca o caso.