Bolsonaro apaga fogo entre Eduardo e Tarcísio e admite que filho ainda amadurece na política

Bolsonaro apaga fogo entre Eduardo e Tarcísio e admite que filho ainda amadurece na política

Ex-presidente minimiza crise entre aliados, pede união contra Lula e sugere que Eduardo ainda está aprendendo a lidar com o jogo político

Na última terça-feira (15), Jair Bolsonaro falou sobre o atrito que surgiu entre seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ele contou que interveio pessoalmente para resolver a situação e que, depois de conversas, tudo já foi acertado entre eles. “Conversei com Eduardo e com Tarcísio. Está tudo pacificado. Tarcísio continua sendo como um irmão mais novo, não podemos ficar divididos”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao Poder360.

O desentendimento começou quando Eduardo criticou publicamente a postura do governador paulista, que buscava uma aproximação com autoridades e empresários dos Estados Unidos. Eduardo chegou a chamar a atitude de “subserviência servil às elites” nas redes sociais, e em entrevista à Folha de S.Paulo, aumentou o tom, dizendo que o comportamento de Tarcísio era “um desrespeito”.

Bolsonaro reconheceu que o conflito “saiu do controle” e defendeu que essas divergências entre aliados sejam discutidas de forma reservada. “Não adianta um governador tentar resolver tudo sozinho dentro do seu estado, porque isso não resolve o problema. A questão é lá fora, nos Estados Unidos. Eduardo está disponível para tratar disso”, declarou o ex-presidente à CNN, criticando indiretamente as ações isoladas de governadores.

Apesar de tentar diminuir a tensão, Bolsonaro não poupou críticas ao filho, dizendo que Eduardo ainda precisa ganhar mais experiência política. “Ele completou 40 anos, mas ainda não é tão maduro assim, digamos, para a política. Está indo bem, acerta na maior parte do tempo, uns 90%”, avaliou.

Bolsonaro também negou que Eduardo tenha tentado influenciar o ex-presidente Donald Trump na imposição de tarifas contra o Brasil. “Tenho poder para resolver isso, mas preciso de liberdade para conversar com Trump. No momento, nem passaporte eu tenho”, disse.

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