
Marco Rubio afirma que Maduro foi detido para responder à Justiça dos EUA
Senador americano diz que captura do líder venezuelano teve como objetivo cumprir mandado judicial
O senador republicano Mike Lee, que representa o estado de Utah no Senado dos Estados Unidos, afirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi preso por forças norte-americanas para ser julgado em território americano. A informação foi divulgada pelo próprio parlamentar em suas redes sociais após uma conversa direta com o secretário de Estado, Marco Rubio.
Segundo Lee, Rubio explicou que a operação militar realizada na Venezuela teve como finalidade principal garantir a execução do mandado de prisão e proteger os agentes envolvidos na ação. “Ele me disse que Maduro foi detido por autoridades dos EUA para responder a acusações criminais nos Estados Unidos”, escreveu o senador.
Ainda de acordo com o relato, Rubio teria destacado que a ofensiva está amparada nos poderes constitucionais do presidente americano, previstos no Artigo II da Constituição, que autoriza ações para proteger cidadãos e agentes dos EUA diante de ameaças reais ou iminentes. O secretário também teria afirmado que não estão previstas novas operações militares na Venezuela, agora que Maduro está sob custódia americana.
Explosões e acusações em Caracas
Na madrugada deste sábado, moradores de Caracas relataram ao menos sete explosões, além do intenso sobrevoo de aeronaves militares em baixa altitude, o que levou parte da população a sair às ruas em meio ao clima de tensão.
O governo venezuelano acusou os Estados Unidos de atacar alvos civis e instalações militares, alegando que a ofensiva teria como pano de fundo interesses econômicos ligados ao petróleo e aos recursos minerais do país.
Horas depois, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou oficialmente a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, informando que mais detalhes seriam apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para a Flórida ainda neste sábado.
Repercussão internacional
O episódio gerou preocupação entre países da região e reacendeu alertas sobre um possível agravamento da crise política e humanitária na Venezuela. Em meio ao cenário de instabilidade, a Embaixada de Portugal em Caracas orientou cidadãos portugueses a permanecerem em casa até novo aviso.