Brasil sob os olhos do mundo: Moraes vira alvo de denúncia por perseguição política nos EUA

Brasil sob os olhos do mundo: Moraes vira alvo de denúncia por perseguição política nos EUA

Enquanto o STF pressiona empresas e ignora liberdades civis, Congresso americano escuta brasileiros exilados que denunciam a repressão exportada pelo Supremo

O cerco internacional se fecha: Moraes na mira dos EUA

O programa Entrelinhas, desta segunda-feira (23), trouxe à tona um episódio inédito e inquietante: o empresário e comentarista político Paulo Figueiredo Filho foi convocado pelo Congresso dos Estados Unidos para prestar depoimento sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes. A audiência, marcada para esta terça-feira (24), será realizada pela Comissão de Direitos Humanos Tom Lantos, uma das mais respeitadas do Congresso americano.

Segundo Figueiredo, que hoje vive fora do Brasil, o STF estaria promovendo uma verdadeira perseguição transnacional, utilizando o Judiciário para calar vozes dissidentes — inclusive jornalistas e políticos que se refugiaram nos Estados Unidos. A denúncia expõe o que muitos já vinham alertando: a liberdade de expressão no Brasil está sob ataque, e agora o problema ultrapassou as fronteiras nacionais.

Figueiredo é um dos 34 investigados pela Procuradoria-Geral da República por suposta tentativa de golpe em 2022. Mas, para ele e muitos críticos, a investigação tem um alvo claro: silenciar opositores e controlar a narrativa política. Sua convocação foi divulgada por ele mesmo nas redes sociais e repercutiu fortemente na imprensa.

STF pressiona até o Google — mas sem provas

Enquanto isso, no Brasil, o ministro Moraes exigiu que o Google fornecesse dados sobre quem teria publicado a famigerada “minuta do golpe” na internet. Mas a gigante da tecnologia respondeu que não tem como atender à solicitação — afinal, não houve sequer uma URL específica apresentada. O Google ressaltou que, como apenas indexa conteúdos, a responsabilidade sobre os dados cabe aos sites que hospedaram o material, como O Cafezinho e Conjur.

Essa pressão sem base técnica levanta mais uma bandeira vermelha: está-se tentando culpar empresas e indivíduos com base em suposições, num ambiente cada vez mais hostil à liberdade digital.

Brasil se alinha a ditaduras enquanto abandona seu povo

Como se não bastasse o cenário doméstico tumultuado, o governo Lula decidiu emitir uma nota de solidariedade ao Irã, após instalações nucleares do país serem atacadas pelos EUA. A ação americana foi uma resposta coordenada com Israel após a Operação Leão Ascendente. O Itamaraty, no entanto, condenou o ataque, acusando os EUA de violarem a soberania iraniana. A nota pegou mal: líderes da oposição acusam o governo brasileiro de bajular regimes autoritários enquanto ignora os dramas internos — como a inflação, o desemprego e o colapso na saúde pública.

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