Brasileira ligada à família de porta-voz de Trump é presa pelo ICE e enfrenta possível deportação

Brasileira ligada à família de porta-voz de Trump é presa pelo ICE e enfrenta possível deportação

Bruna Caroline, que vive nos EUA desde a infância e é mãe do sobrinho de Karoline Leavitt, foi detida em Boston; família tenta impedir que ela seja enviada de volta ao Brasil

Bruna Caroline Ferreira, brasileira que mora nos Estados Unidos desde o fim dos anos 1990, foi detida por agentes do ICE em Boston e agora está sob custódia aguardando uma decisão sobre sua deportação. Ela é mãe do filho do irmão da atual secretária de imprensa do governo Trump, Karoline Leavitt — uma conexão familiar que acabou chamando a atenção para o caso.

Bruna teve um relacionamento com Michael Leavitt, irmão de Karoline, mas, segundo o advogado dela, eles não mantêm contato há anos. O filho do casal, Michael Leavitt Jr., mora com o pai em New Hampshire. Em entrevista à rádio WBUR, Michael comentou a prisão da ex-companheira, afirmando que seu foco sempre foi proteger o filho e preservar sua privacidade durante a crise.

A situação mobilizou familiares no Brasil e nos EUA. A irmã de Bruna, Graziela Rodrigues, criou uma campanha no GoFundMe para arrecadar fundos para ajudar na defesa. Ela lembra que Bruna chegou ao país ainda criança, em 1998, e sempre considerou os Estados Unidos o seu lar. Também destaca que a detenção abalou profundamente o filho de 11 anos, que espera que a mãe esteja de volta antes das festas de fim de ano.

A vaquinha já levantou quase 18 mil dólares em poucos dias, ultrapassando metade da meta original de 30 mil dólares.

Bruna cresceu nos EUA e participou do DACA — o programa criado na gestão Obama para proteger jovens imigrantes que chegaram ao país sem documentação na infância. Apesar disso, um porta-voz do Departamento de Segurança Interna afirmou que ela está em situação irregular desde 1999, quando o visto de turista da família expirou. Segundo o governo, ela teria ainda um registro de “prisão por agressão”, embora não tenha sido informado se houve condenação.

O ICE divulgou uma nota dura: afirma que Bruna é “imigrante ilegal com antecedentes criminais”, que já teria sido detida antes e que entrou no país com um visto B2, que exigia sua saída até junho de 1999. Ela agora está em um centro de detenção na Louisiana enquanto aguarda a decisão sobre sua deportação. A nota reforça a linha rígida da atual administração: todos os imigrantes em situação irregular estão sujeitos a deportação.

A defesa de Bruna, no entanto, rebate tudo. O advogado Todd Pomerleau afirma que não existe qualquer registro criminal:
“Bruna não tem histórico de agressão, nem condenação. Se existe prova disso, queremos ver.”

Até agora, nem a Casa Branca nem a própria Karoline Leavitt comentaram oficialmente.

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