“Cala a boca!” — Procurador-geral do RJ perde o controle e grita com sindicalista em sessão pública

“Cala a boca!” — Procurador-geral do RJ perde o controle e grita com sindicalista em sessão pública

Durante debate sobre gratificações no Ministério Público, chefe da Justiça do Rio interrompe servidor aos berros e exige respeito ao cargo: “Aqui o senhor não fala”

O clima esquentou durante uma sessão no Ministério Público do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (14/7), quando o procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, perdeu a paciência com um membro do sindicato da categoria e, visivelmente irritado, mandou o homem “calar a boca” diante de todos.

A discussão aconteceu durante o debate sobre a regulamentação da gratificação por qualificação – um benefício previsto desde 2011, mas que nunca saiu do papel. O tema reacendeu tensões entre a administração atual e representantes da classe, especialmente após a revogação de uma resolução que tratava do assunto.

Mais do que apenas se opor à cobrança sindical, o procurador usou um tom agressivo ao responder críticas feitas fora da sessão:

“Recebo um audiozinho, uma voz esganiçada, brigando, declarando guerra”, disparou ao microfone. Em seguida, apontando para alguém no auditório, completou:
“Cala a boca! Aqui o senhor não tem palavra. Na rua, sim. Aqui, não. Cale a sua boca!”

A sequência de falas causou desconforto entre os presentes. Visivelmente exaltado, Campos Moreira reafirmou a importância de seu cargo e criticou as vaias que teria recebido do lado de fora.

“Eu sou o procurador-geral de Justiça! Esse cargo é importante. Não é o Antônio José, é a instituição. E quem vier falar comigo, vai falar com respeito. Cala a boca! Cala a boca!”, repetiu.

Segundo o procurador-geral, a gratificação só será implementada quando houver condições financeiras, já que o estado do Rio enfrenta uma crise fiscal. A revogação da resolução, assinada ainda na gestão anterior, teria sido uma medida necessária, segundo ele.

A reação, no entanto, gerou repercussão entre servidores e também nas redes sociais, onde o vídeo do momento circula rapidamente. A forma como o chefe do MPRJ tratou o sindicalista levanta debates sobre postura institucional, liberdade de expressão e diálogo no serviço público. Até o momento, não houve um posicionamento oficial do sindicato nem da própria instituição sobre o episódio.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias