
Carlos Bolsonaro expõe quadro de saúde do pai após PGR apoiar prisão domiciliar para Augusto Heleno
Vereador lista problemas médicos de Jair Bolsonaro e diz que o ex-presidente está psicologicamente fragilizado durante a prisão na PF.
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) voltou às redes sociais nesta sexta-feira (28) para divulgar uma lista de doenças atribuídas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A publicação veio logo depois de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestar concordância com o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do general da reserva Augusto Heleno.
Heleno, de 78 anos, condenado a 21 anos pela participação na trama golpista, apresentou ao STF laudos médicos que apontam Alzheimer em estágio inicial, além de histórico de depressão e transtornos de ansiedade. Como militar, ele pode cumprir pena em uma instalação do Exército.
Enquanto isso, Bolsonaro segue detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está há uma semana. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses por liderar uma tentativa de golpe para se manter no cargo após a derrota eleitoral de 2022. Antes da prisão na PF, já vivia em regime domiciliar desde agosto.
Na postagem feita no X (antigo Twitter), Carlos afirma que o conjunto de problemas de saúde do pai já foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. A lista inclui refluxo gastroesofágico com esofagite, hipertensão, doença aterosclerótica, estreitamento das carótidas, apneia do sono e lesões de pele classificadas como carcinoma de células escamosas. Ele menciona ainda crises de soluços persistentes e episódios de vômito decorrentes do refluxo.
O vereador, que tem visitado o pai, disse que Bolsonaro está “emocionalmente abalado” desde que começou a cumprir a pena.
Em outra publicação — desta vez em inglês —, Carlos rebateu críticas de que Bolsonaro teria tentado fugir das investigações. Afirmou que o ex-presidente voltou ao Brasil em 2023, após passar alguns meses nos Estados Unidos, por acreditar que “a Justiça prevaleceria”. Segundo ele, Bolsonaro regressou mesmo consciente dos riscos. “E ainda tem gente que o chama de covarde?”, questionou.
Carlos também afirmou que o pai enfrentou ataques pessoais e que a família tem feito “sacrifícios enormes” desde então. E concluiu com uma mensagem política:
“Bolsonaro vai voltar mais forte. Sua coragem ficará registrada na história e mostrará aos brasileiros o caos institucional que vivemos. Em 2026, ele estará mais preparado do que nunca.”