
“Eduardo Bolsonaro Lava as Mãos: Por que ele rejeita Tarcísio para 2026”
Deputado diz que votará contra Lula, mas afirma que não servirá de ponte para um candidato que, segundo ele, se beneficia da prisão de Jair Bolsonaro.
O clima dentro da direita voltou a azedar. Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deixou claro, sem rodeios, que não pretende apoiar o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2026 — mesmo que, na prática, acabe votando nele caso seja o único nome contra Lula.
Nas redes sociais, o deputado escreveu um recado direto:
“Sempre disse que onde o PT estiver, eu estarei do outro lado. […] Mas não conte comigo para esconder a pretensão de quem tiraria proveito da tortura feita contra meu pai ou qualquer inocente.”
Eduardo acusou Tarcísio de ser o “candidato que o sistema quer”, insinuando que o governador estaria se beneficiando politicamente da prisão de Jair Bolsonaro, detido no último sábado (22). Para o deputado, essa postura já basta para desqualificá-lo como liderança da direita.
A declaração veio um dia depois de o próprio Eduardo admitir, em entrevista ao UOL, que votaria em Tarcísio num eventual segundo turno contra Lula. Nesta sexta, porém, ele resolveu fazer um esclarecimento público: não confia em Tarcísio, embora reconheça que votaria em qualquer candidato que enfrente o petista.
Ele reforçou a crítica com ainda mais dureza:
“Uma pessoa de princípios, ao ver que mantém em cárcere privado um sujeito apenas para beneficiá-lo numa eleição, deveria ser a primeira a recusar a candidatura. O apego ao cargo detona com o político.”
Segundo Eduardo, ele não compactua com quem “prende idosos e inocentes”, numa referência direta ao caso do pai.
Tarcísio, por enquanto, permanece em silêncio.
Pesquisas para 2026
Um levantamento recente do Paraná Pesquisas mostrou Lula à frente em um possível confronto com Tarcísio: 36% a 23,2% no primeiro turno. No segundo, os dois aparecem tecnicamente empatados — 43% para o petista contra 41,8% do governador.
O cenário mostra que, mesmo sem ter confirmado candidatura, Tarcísio já ocupa um espaço significativo. Mas, dentro da própria direita, a disputa por território está longe de ser pacífica — e Eduardo Bolsonaro acaba de reforçar esse racha.