Clima gelado entre Lula e Milei chama atenção no Mercosul

Clima gelado entre Lula e Milei chama atenção no Mercosul

Cumprimento rápido e sem simpatia entre os presidentes repercute na imprensa argentina

O reencontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o argentino Javier Milei, neste sábado (20/12), em Foz do Iguaçu, foi marcado mais pela frieza do que pela diplomacia. Os dois líderes se encontraram durante a 67ª Cúpula do Mercosul, mas a saudação breve, distante e sem qualquer demonstração de cordialidade virou destaque na imprensa internacional.

Antes do início oficial da reunião, Lula e Milei trocaram apenas um aperto de mãos rápido, sem sorrisos e com visível distanciamento. O gesto, registrado em vídeo e fotos, foi suficiente para alimentar análises sobre o atual estado da relação entre Brasil e Argentina sob governos ideologicamente opostos.

Jornais argentinos não deixaram passar o detalhe. O La Nación descreveu a cena como um cumprimento seco, sem qualquer proximidade entre os presidentes. Já o Clarín foi direto ao ponto ao classificar o momento como uma “recepção fria” entre Milei e Lula, reforçando a percepção de desconforto político entre os dois.

O encontro aconteceu pouco antes do início da reunião de chefes de Estado, que começou por volta das 9h50. Ao lado do chanceler argentino, Pablo Quirno, os presidentes posaram para uma foto protocolar, mantendo a formalidade, mas sem esconder o clima tenso.

Inicialmente, o governo argentino chegou a indicar que Milei poderia não comparecer ao evento, mas a presença acabou sendo confirmada nos dias que antecederam a cúpula. Ainda assim, o histórico recente de atritos ajudou a explicar o tom distante do reencontro.

Nas últimas semanas, Milei provocou reação ao compartilhar uma imagem nas redes sociais que retratava o Brasil e outros países governados pela esquerda como favelas, enquanto a Argentina aparecia em um cenário futurista. O episódio aumentou o desgaste político e ajudou a esfriar ainda mais a relação bilateral.

O cumprimento frio, portanto, foi menos um detalhe protocolar e mais um reflexo visível das diferenças políticas e ideológicas que hoje separam os dois principais líderes do Mercosul.

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