Comunidade ligada ao PCC tenta manchar a imagem de Nikolas Ferreira

Comunidade ligada ao PCC tenta manchar a imagem de Nikolas Ferreira

ONG da irmã de traficante preso resgata vídeo para atacar o deputado enquanto o próprio grupo é acusado de crimes e extorsão

A mesma comunidade que recentemente recebeu Lula e Janja, por meio da ONG presidida por Alessandra Moja — irmã de “Léo do Moinho”, apontado como líder do PCC no Centro de São Paulo — agora tenta jogar lama sobre Nikolas Ferreira (PL-MG). Antes de ser presa nesta segunda-feira (8/9) em operação contra o crime organizado, Alessandra havia permitido que a associação que comandava repostasse um vídeo insinuando relações do deputado com a facção.

O detalhe é que o grupo chefiado pela irmã do traficante é acusado pelo Ministério Público de explorar moradores, cobrar propina de famílias que buscavam ajuda do governo para deixar a favela e de atuar diretamente no esquema criminoso do PCC. Na casa de Alessandra, a polícia encontrou drogas, celulares e indícios claros de seu envolvimento na lavagem de dinheiro da facção.

O vídeo usado contra Nikolas não é novo: trata-se de uma publicação da vereadora do PSOL, Keit Lima, que relaciona a extrema-direita e o parlamentar a investigações sobre a lavagem de dinheiro do PCC na Faria Lima. A peça foi reciclada pela associação da favela pouco antes da prisão de sua presidente, como se fosse uma “cortina de fumaça” para desviar o foco das acusações que recaem sobre a própria organização.

A ironia salta aos olhos: enquanto o governo federal posa ao lado da ONG do Moinho e promete projetos no local, a mesma entidade tenta sujar a reputação de um deputado que nada tem a ver com os crimes imputados à família Moja. O episódio expõe a inversão perversa em que criminosos apontam o dedo para inocentes, ao mesmo tempo em que exploram comunidades e enriquecem com o tráfico.

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