Condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar já precisou soltar notas para conter boatos e drones

Condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar já precisou soltar notas para conter boatos e drones

Entre rumores de expulsão e vigilância aérea, rotina dos vizinhos do ex-presidente virou tema de comunicados oficiais

Desde que Jair Bolsonaro (PL) passou a cumprir prisão domiciliar em Brasília, no dia 4 de agosto, o clima no condomínio Solar de Brasília deixou de ser de tranquilidade exclusiva de alto padrão. A administração já precisou publicar notas oficiais para tentar acalmar os ânimos: uma delas para disciplinar o uso de drones que sobrevoavam o local, outra para desmentir rumores de que moradores poderiam ser expulsos.

Nesta terça-feira (26), a rotina ficou ainda mais tensa. O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Penal do Distrito Federal faça o monitoramento em tempo real da casa onde Bolsonaro está preso, medida que pode incluir a presença de agentes armados no local. A Polícia Federal até se ofereceu para ajudar, mas avisou que, para garantir a vigilância, seria necessário colocar policiais dentro da própria residência do ex-presidente.

No dia 12 de agosto, o condomínio já havia alertado que sobrevoos com drones poderiam configurar invasão de privacidade e que a segurança buscaria identificar os responsáveis em caso de incômodo. Dias depois, outro comunicado negou os boatos sobre “expulsão” de moradores, classificando a hipótese como “inexistente e atípica”.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em uma mansão alugada no Jardim Botânico, região nobre de Brasília. Casas no local podem chegar a R$ 90 mil de aluguel por mês, e o endereço já havia sido alvo de busca da Polícia Federal em julho, quando o ex-presidente recebeu a tornozeleira eletrônica.

Agora, a combinação entre a vida de condomínio de luxo e a vigilância permanente da Justiça transforma o Solar de Brasília em um cenário improvável: vizinhos discutindo drones, comunicados desmentindo fofocas e a presença constante de policiais ao redor da mansão de Bolsonaro.

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