
Conselho de Ética vira bingo: novos “sorteados” vão relatar caso Janones
Depois que três deputados pularam fora da lista, a Câmara precisou girar de novo a roleta para achar quem encara o processo
O processo contra André Janones no Conselho de Ética parece mais uma partida de bingo político do que um julgamento sério. Primeiro, três deputados sorteados para relatar o caso deram um jeitinho de escapar da missão — talvez para não se queimar, talvez para não carregar nas costas um processo que promete mais barulho do que resultado.
Sem opção, a Câmara teve de girar a roleta de novo e sortear novos nomes para a função. A cena beira a comédia: como num jogo de “passa a bomba”, ninguém quer ser o azarado que fica com o relatório na mão quando a música para.
Enquanto isso, o eleitor acompanha esse teatro do constrangimento, vendo parlamentares que se dizem representantes do povo fazendo de tudo para fugir de responsabilidades. Afinal, no jogo político, assumir posição costuma custar caro — e sobra sempre quem prefira se esconder atrás da cortina.