
Defesa de Filipe Martins reage e expõe imagens barradas por Moraes
Advogado afirma que STF censurou material considerado “impertinente” e leva o debate para as redes sociais
A defesa de Filipe Martins decidiu levar ao público aquilo que não pôde apresentar no Supremo Tribunal Federal. Após ter imagens vetadas durante o julgamento na 1ª Turma do STF, o advogado Jeffrey Chiquini publicou nas redes sociais o material que, segundo ele, foi proibido por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com o advogado, a intenção era exibir as imagens durante a sustentação oral realizada na terça-feira (9), mas Moraes teria considerado o conteúdo “impertinente” para o processo. Entre os materiais barrados estaria uma fotografia do ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado de um padre, que, segundo a defesa, ajudaria a contextualizar argumentos apresentados no julgamento.
Inconformado com a decisão, Chiquini usou seu perfil nas redes para divulgar as imagens e criticar a limitação imposta à atuação da defesa. Para ele, a proibição extrapola o debate jurídico e levanta questionamentos sobre o espaço concedido ao contraditório dentro da Corte.
O episódio reacende críticas recorrentes sobre a condução de processos no STF, especialmente em casos politicamente sensíveis. Enquanto o tribunal sustenta que atua para manter o foco jurídico dos julgamentos, advogados e apoiadores dos réus acusam a Corte de cercear a defesa e restringir argumentos que poderiam influenciar a percepção pública dos casos.
Ao tirar o debate do plenário e levá-lo para as redes sociais, a defesa de Filipe Martins transformou o veto judicial em combustível político — e deixou no ar uma pergunta incômoda: o que pode ou não ser mostrado quando o julgamento acontece sob holofotes tão intensos?