
Defesa de Heleno questiona imparcialidade de Moraes no STF
Advogado afirma que general não teve acesso completo ao processo e denuncia cerceamento de defesa
No julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete ex-assessores, retomado nesta quarta-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), levantou sérias críticas à condução do processo.
O advogado de Heleno, Matheus Milanez, argumentou que não teve acesso completo aos documentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) relacionados à denúncia sobre a trama do golpe de estado. Segundo ele, isso configuraria um cerceamento de defesa, comprometendo a imparcialidade do julgamento.
Milanez apontou falhas na atuação do relator, o ministro Alexandre de Moraes, e afirmou que o magistrado estaria assumindo um papel que deveria ser exclusivo da acusação. “O juiz não pode se tornar protagonista do processo”, declarou, ressaltando que a imparcialidade, fundamental em um julgamento justo, estaria comprometida.
A sessão seguiu com a apresentação das defesas dos demais réus, incluindo a do ex-presidente Bolsonaro, que também enfrenta acusações relacionadas à mesma investigação.