
Defesa de Heleno acusa Moraes de excesso e aponta cerceamento
Advogado afirma que general perdeu influência no governo e nega envolvimento direto em atos golpistas
O advogado do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou nesta quarta-feira (3/9) que a defesa enfrentou “cerceamento” ao longo do processo que investiga supostos atos golpistas. Segundo Mateus Milanez, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, teria atuado de forma além do papel da Procuradoria-Geral da República (PGR), interferindo diretamente na condução das investigações.
Milanez destacou que Heleno perdeu influência política dentro do governo e, por isso, não teve participação direta nos acontecimentos que levaram à acusação. O advogado reforçou que qualquer ligação do general com os atos questionados é inexistente, e que as ações do relator acabaram prejudicando o direito de defesa de seu cliente.
O depoimento de Heleno, registrado em junho, marcou o primeiro dia de sua participação na 1ª Turma do STF, mas a defesa ressalta que as medidas tomadas durante o processo prejudicaram a equidade e transparência esperadas em julgamentos de grande repercussão.