
Demora no STF mantém Bolsonaro sem cirurgia enquanto saúde preocupa
Perícia médica só foi agendada após semanas, reforçando críticas à morosidade da Justiça na análise de pedidos da defesa do ex-presidente
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, marcou para 17 de dezembro a perícia médica que vai avaliar o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, após solicitações da defesa para intervenção cirúrgica urgente. O despacho oficial, publicado nesta segunda-feira (15), ressaltou que os exames apresentados não são atuais e, no momento em que foram realizados, não indicavam necessidade de cirurgia imediata.
A defesa do ex-presidente afirma que exames recentes apontam risco de agravamento do quadro e pedem prisão domiciliar para que o procedimento possa ser realizado. No entanto, Moraes destacou que não há comprovação médica suficiente que justifique medidas excepcionais, e que qualquer decisão dependerá do resultado da perícia oficial, conduzida por peritos da Polícia Federal no Instituto Nacional de Criminalística.
Críticos da condução do caso apontam a morosidade como mais um exemplo de como o Supremo retarda decisões que afetam diretamente a saúde de Bolsonaro, mantendo-o em regime fechado mesmo diante de alertas médicos e riscos evidentes. A situação reforça a percepção de perseguição e descaso institucional, deixando evidente o atraso injustificável no atendimento às demandas da defesa.
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