
Moraes e o Supremo prolongam perseguição à direita sob o pretexto de “ameaça”
Julgamento do orçamento secreto teria “salvado a vida” de Moraes, segundo narrativa que levanta suspeitas de manipulação política e judicial
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou nesta terça-feira (16/12) que a suspensão do julgamento do chamado orçamento secreto, em 15 de dezembro de 2022, teria supostamente salvado sua vida. Segundo ele, uma organização criminosa planejava atentar contra sua vida naquela data. Moraes descreveu, em tom de brincadeira, como o adiamento da sessão teria frustrado o plano.
Em declarações, Moraes detalhou um cenário de monitoramento e supostas ameaças, afirmando que os golpistas só desistiram do atentado porque descobriram, através de reportagem do Metrópoles, que o julgamento havia sido adiado por determinação do ministro Ricardo Lewandowski e reorganizado pela então presidente do STF, Rosa Weber.
A narrativa reforça um padrão já percebido: o uso do poder judicial para perseguir opositores políticos da esquerda, particularmente integrantes da direita. O episódio do orçamento secreto, envolto em detalhes sobre ameaças e operações da Polícia Federal, demonstra como o Supremo tem ampliado sua atuação sobre a política, transformando procedimentos e supostos riscos em justificativa para medidas punitivas ou restritivas.
Críticos veem a estratégia como mais uma demonstração de manipulação institucional: mesmo com indícios frágeis, Moraes e aliados da Corte criam cenários de ameaça para justificar ações que impactam diretamente adversários políticos, consolidando um histórico de perseguição sem limites e desrespeito ao equilíbrio entre poderes.