Denúncia grave: pastor acusa governador do Pará de barrar Michelle Bolsonaro em igrejas
Relato aponta interferência política direta em templos evangélicos durante as eleições de 2022 e provoca revolta entre fiéis
Uma denúncia que voltou a circular nas redes sociais reacendeu a indignação de fiéis e lideranças religiosas no Pará. Em participação no podcast Eu Acredito, um pastor afirmou que o governador Helder Barbalho (MDB) teria orientado igrejas evangélicas do estado a não receberem a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro durante o período eleitoral de 2022.
Segundo o relato, a suposta determinação teria partido do próprio governo estadual e sido acatada pela maioria das lideranças religiosas, numa atitude que muitos consideram inaceitável e autoritária. Para críticos, trata-se de uma interferência política direta em espaços de fé, ferindo a liberdade religiosa e o direito de escolha das igrejas.
De acordo com o pastor, apenas o dirigente da Assembleia de Deus Anápolis, no bairro de Icoaraci, em Belém, teria se recusado a seguir a orientação. Mesmo sob pressão, ele organizou um evento com Michelle Bolsonaro em outubro de 2022, que, segundo fiéis, ficou lotado, sem espaço para todos que queriam participar.
O vídeo com a declaração voltou a ganhar força após a repercussão de um contrato firmado pelo governo do Pará para a locação do Centro de Convenções Centenário, pertencente à Assembleia de Deus do estado, pelo valor de R$ 2 milhões. O episódio levantou ainda mais questionamentos sobre a relação entre o governo estadual e instituições religiosas.
Nos comentários que acompanham o vídeo, moradores do Pará afirmam que a orientação era conhecida nos bastidores das igrejas à época. Uma internauta escreveu:
“Sou de Belém-PA. É verdade. Pastores de várias denominações foram proibidos de receber Michelle Bolsonaro. O único que não acatou foi o pastor da igreja de Anápolis-Icoaraci. Lotou, não teve lugar pra quem quis.”
A denúncia também provocou reação de lideranças políticas. O senador Magno Malta (PL-ES) classificou o episódio como vergonhoso e resumiu a indignação de muitos ao escrever: “É o fim! Isso é vergonhoso”.
O caso segue repercutindo entre fiéis, pastores e parlamentares, reacendendo o debate sobre os limites do poder político e o respeito à autonomia das igrejas. Para críticos do governador, se confirmada, a conduta representa não apenas abuso de poder, mas uma afronta direta à liberdade religiosa e à democracia.