
Diplomacia ou passeio em casal? Lula anuncia que levará Janja para encontro com Trump
Sem cargo público, mas com privilégios de chefe de Estado, a primeira-dama vira “acompanhante oficial” em reuniões internacionais — tudo bancado pelo bolso do contribuinte.
O presidente Lula decidiu transformar encontros diplomáticos em algo mais próximo de uma viagem de casal. Nesta segunda-feira, ele afirmou que pretende levar a esposa, Janja, para o aguardado encontro com Donald Trump. O problema é simples e óbvio: Janja não ocupa cargo público, não tem função institucional e, ainda assim, é tratada como figura oficial do governo.
Em discurso, Lula tentou disfarçar o anúncio com um tom de brincadeira, mas a piada custa caro — e quem paga a conta é o brasileiro comum. Ao falar para uma plateia, o presidente disse que quer que Trump “veja” Janja. O curioso é que o Itamaraty vinha tentando organizar a conversa por telefone ou videoconferência, justamente para evitar constrangimentos públicos. Mas, ao que parece, a prioridade não é o conteúdo do diálogo, e sim a presença da primeira-dama.
A cena beira o surreal: enquanto o país amarga o impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e as mulheres brasileiras seguem ganhando quase 21% a menos que os homens no mercado de trabalho, a grande preocupação do governo é garantir que Janja esteja lado a lado do presidente em um encontro internacional.
Aos olhos do povo, fica a sensação de que o Planalto virou uma espécie de agência de turismo de luxo, onde passagens e hotéis são pagos com dinheiro público. Afinal, se a primeira-dama não tem cargo nem voto, o que explica tanta insistência em colocá-la como parte oficial da comitiva?
No fim, a mensagem é clara: na diplomacia lulista, parece que a agenda de Estado se confunde com a vida pessoal. Entre tratados comerciais e reuniões delicadas, sobra espaço para garantir que a viagem tenha sempre um toque de lua de mel.