
“Doei R$ 100 mil ao PT”: empresário investigado pelo INSS fala sobre doações
Fernando Cavalcanti afirma que contribuições ao PT e PP em 2022 foram legais e sem interesse pessoal, mesmo sendo alvo da Operação Sem Desconto
O economista e empresário Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, investigado na Operação Sem Desconto da Polícia Federal, confirmou ter doado R$ 100 mil ao Partido dos Trabalhadores (PT) durante as eleições de 2022. Ele declarou que destinou o mesmo valor ao Partido Progressista (PP).
Em depoimento à CPMI do INSS, Cavalcanti afirmou que as contribuições foram feitas de forma legal e sem qualquer interesse pessoal. “Sou democrata. Gosto de investir e apoiar projetos que considero bons, não só amigos. Não tive nenhum interesse pessoal, zero”, disse ao relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
O empresário explicou que doou aos dois partidos por conta da polarização política do país, querendo apoiar tanto candidatos da direita quanto da esquerda. Ele também relatou ter contribuído com campanhas de prefeitos e vereadores de diferentes legendas, com valores entre R$ 50 mil e R$ 200 mil, e ter emprestado sua casa em Brasília para evento do PSD. Cavalcanti ainda presenteou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), com um fusca em comemoração ao aniversário do político.
A Polícia Federal investiga Cavalcanti como operador financeiro de um dos principais beneficiários de desvios no INSS, sugerindo que ele teria atuado como “laranja” de um advogado também investigado. O deputado Rogério Correia (PT-MG), membro da CPMI, confirmou as doações ao PT e reforçou que o caso ainda será investigado, com novas informações sendo solicitadas ao diretório paulista do partido.
As assessorias do PT, PP, PSD e do governador Ibaneis Rocha ainda não se pronunciaram. O espaço segue aberto para esclarecimentos.