
Erika Hilton é eleita Mulher do Ano, mas polêmicas cercam a escolha
Deputada trans é reconhecida por pautas sociais, mas críticos questionam relevância e visibilidade pública
A revista Marie Claire anunciou neste sábado (6/12) que a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) é uma das Mulheres do Ano de 2025. A publicação destacou a atuação da parlamentar em temas relacionados aos direitos das mulheres, da população LGBTQIA+ e à discussão sobre jornadas de trabalho mais justas, como a PEC 8/2025, que propõe o fim da escala 6×1.
Segundo a revista, Hilton coloca mulheres e pessoas trans no centro das discussões sobre cidadania, equidade e qualidade de vida. O reconhecimento vem após sua atuação em pautas como a anistia a mulheres condenadas por aborto ilegal desde 1940, projetos que impedem agressores de solicitar pensão das vítimas, além da criação de canais nacionais de saúde sexual e medidas contra o transfeminicídio.
O texto também relembra a trajetória de Erika Hilton: ganhou visibilidade na luta pelo direito ao nome social em 2015, tornou-se a vereadora mais votada do país em 2020 e, em 2022, a primeira mulher negra e trans eleita deputada federal, com mais de 250 mil votos.
No entanto, a escolha não passou sem críticas. Internautas questionam se a visibilidade da deputada em revistas de moda e redes sociais supera seu trabalho legislativo, enquanto outros elogiam sua dedicação às causas sociais e à proteção de grupos vulneráveis. Alguns comentários transfóbicos destacam dúvidas sobre seu sexo biológico, revelando que o reconhecimento também acende debates sobre representatividade versus performance midiática.
Para a Marie Claire, Erika Hilton reafirma seu percurso como uma das vozes mais influentes de sua geração, mas a repercussão online mostra que o título de Mulher do Ano, para alguns, é motivo de orgulho e para outros, de desconfiança e polêmica.