
Fila do INSS explode e ameaça dobrar: milhões podem ficar sem renda
Com mais de 2,6 milhões de pedidos parados, aposentados, idosos e trabalhadores afastados por doença estão entre os mais prejudicados; especialistas alertam para risco de colapso.
O Brasil enfrenta uma crise silenciosa, mas devastadora: a fila do INSS voltou a crescer em ritmo alarmante e já atinge mais de 2,6 milhões de pessoas à espera de aposentadorias, auxílios e benefícios assistenciais. Se nada mudar, o número pode dobrar até 2026, ultrapassando a marca de 5 milhões de pedidos acumulados.
Quando reassumiu a Presidência em 2023, Luiz Inácio Lula da Silva prometeu repetir o feito de gestões anteriores e “zerar a fila”. Mas, quase três anos depois, a realidade é outra: a fila não encolheu — ela se tornou a maior da última década.
Os principais gargalos são conhecidos: falta de servidores, aposentadorias sem reposição, estrutura precária e perícias médicas travadas. Quem depende de avaliação presencial, como nos casos de auxílio-doença, chega a esperar mais de seis meses.
A situação é especialmente cruel para três grupos:
- Trabalhadores que aguardam aposentadoria, muitos empurrados ao mercado informal para sobreviver.
- Idosos e pessoas com deficiência em vulnerabilidade, que aguardam o BPC e ficam sem sequer um salário mínimo.
- Doentes afastados do trabalho, sem renda e obrigados a recorrer a empréstimos ou ajuda de familiares.
Além do impacto humano, os atrasos atingem a economia: milhões deixam de consumir, o comércio local sente o baque e a confiança na Previdência despenca.
O governo anunciou medidas emergenciais, como mutirões e recontratação de temporários, mas especialistas classificam as ações como “paliativas”. Concursos públicos, mais médicos peritos e investimentos em tecnologia seriam urgentes para evitar o colapso.
O maior perigo, dizem analistas, é a normalização da espera. Se a população se acostumar a ficar um ano ou mais sem resposta, a Previdência corre o risco de se transformar em um sistema permanentemente ineficiente — e milhões de brasileiros, em vítimas invisíveis de uma fila que não anda.