
Fachin assume STF com discrição, enquanto Moraes cresce nos bastidores
Novo presidente da Corte promete gestão técnica e reservada, em contraste com o estilo expansivo de Barroso e sob a influência cada vez maior de Alexandre de Moraes.
O Supremo Tribunal Federal inicia uma nova fase a partir desta segunda-feira (29). Aos 67 anos, o ministro Edson Fachin assume a presidência da Corte, prometendo um perfil discreto, avesso a holofotes e distante das falas públicas que marcaram a gestão de seu antecessor, Luís Roberto Barroso.
Diferente do estilo expansivo e midiático de Barroso, Fachin prefere o silêncio ao microfone. Não concede entrevistas com facilidade, evita eventos em que possa revelar posicionamentos pessoais e se apresenta como alguém mais técnico do que político.
Apesar da cadeira da presidência, Fachin não ocupa sozinho o centro do palco. Ao seu lado, como vice-presidente, está Alexandre de Moraes, figura que hoje concentra influência e protagonismo dentro e fora do STF. O contraste é evidente: enquanto Moraes atua com firmeza e protagonismo político, Fachin aposta na discrição e no trabalho de bastidor.
A expectativa, agora, é saber se o estilo reservado de Fachin conseguirá impor um ritmo próprio à Corte ou se a sombra de Moraes continuará a ditar o tom dos próximos capítulos no Supremo.