
Flávio Bolsonaro ganha fôlego e maioria acredita que ele vai até o fim na corrida presidencial de 2026
Pesquisa Quaest mostra que quase metade dos brasileiros vê o senador como candidato de verdade, não apenas peça de negociação política
A disputa presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais claros, e o nome de Flávio Bolsonaro surge com força no cenário. Segundo levantamento do instituto Genial/Quaest, divulgado neste domingo (21), 49% dos brasileiros acreditam que o senador levará sua candidatura à Presidência da República até o fim, encarando a eleição como um projeto real de poder.
Para quase metade do eleitorado, não se trata de jogo de cena nem de movimento tático nos bastidores. A leitura predominante é a de que Flávio está disposto a assumir o protagonismo e disputar, voto a voto, o comando do país. Outros 38% avaliam que a candidatura poderia servir como instrumento de negociação política, enquanto 13% não souberam opinar.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Quando o recorte é feito por posicionamento ideológico, o apoio se torna ainda mais evidente. Entre os bolsonaristas, 81% acreditam que Flávio vai até o fim, sinalizando confiança e engajamento da base. Mesmo fora do núcleo mais fiel, o senador também aparece competitivo: 66% da direita não bolsonarista enxergam a candidatura como séria e duradoura.
Já entre eleitores ligados à esquerda e ao lulismo, prevalece o ceticismo — a maioria acredita que o nome de Flávio serviria para negociações políticas. Ainda assim, mesmo nesses grupos, uma parcela relevante reconhece que ele pode, sim, seguir até o final da disputa.
O dado central, porém, é claro: Flávio Bolsonaro deixou de ser visto apenas como “filho de” e passou a ser encarado por milhões de brasileiros como um possível presidente. Em um cenário político marcado por desgaste, polarização e desconfiança, a percepção de firmeza e continuidade parece pesar.
Se a eleição fosse decidida hoje pelo sentimento captado pela pesquisa, Flávio já estaria sentado à mesa dos candidatos reais — não como figurante, mas como alguém disposto a disputar o futuro do país em 2026.