Flávio Bolsonaro nega ordem do pai para postar conteúdo usado contra ele no STF

Flávio Bolsonaro nega ordem do pai para postar conteúdo usado contra ele no STF

Senador diz que agiu por conta própria e critica Moraes por atingir a família na decisão que levou à prisão de Jair Bolsonaro.

Nesta terça-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou claro que não recebeu nenhuma ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro para publicar o post no Instagram usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, como um dos motivos para decretar a prisão do pai.

A postagem, feita no perfil de Flávio, mostrava o ex-presidente se dirigindo aos manifestantes do ato anti-STF realizado em Copacabana no último domingo. Moraes usou esse post para afirmar que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares, entre elas a proibição de usar redes sociais, mesmo que por meio de terceiros.

Flávio afirmou: “Não foi o presidente que me mandou postar nada. Fui eu quem fez a publicação. Ele não teve intenção de desrespeitar a medida cautelar.”

Além disso, o senador criticou duramente o ministro: “O que Alexandre de Moraes fez foi ultrapassar uma linha moral da sociedade ao atacar a família de quem está sendo investigado.”

Na coletiva, Flávio anunciou um pacote de medidas que a oposição pretende apresentar com prioridade, incluindo anistia ampla para os condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro, o pedido de impeachment de Moraes e o fim do foro privilegiado para autoridades.

Os parlamentares também decidiram promover obstrução no Congresso e criticaram os presidentes da Câmara e do Senado, destacando a dificuldade de diálogo com Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Antes da coletiva, os líderes da oposição se reuniram para traçar estratégias e concordaram que a prisão de Bolsonaro exige uma resposta política rápida. A intenção é reforçar a narrativa de perseguição do Judiciário ao ex-presidente e avançar em pautas que limitem o poder do STF e questionem o processo do 8 de janeiro.

A prisão de Jair Bolsonaro foi determinada por Moraes após suspeitas de descumprimento das medidas cautelares relacionadas à investigação das milícias digitais, incluindo a obrigação do uso da tornozeleira eletrônica desde julho deste ano, por suposta colaboração em ações contra autoridades brasileiras.

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