“Free Bolsonaro”: Eduardo leva ao Muro das Lamentações o apelo que ecoa entre conservadores

“Free Bolsonaro”: Eduardo leva ao Muro das Lamentações o apelo que ecoa entre conservadores

Em Jerusalém, o deputado escreve pedido pela libertação do pai e transforma um gesto íntimo em manifestação política internacional

Em uma passagem por Israel, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) decidiu transformar um dos lugares mais simbólicos do mundo — o Muro das Lamentações, em Jerusalém — em cenário de um gesto carregado de emoção e mensagem política.
O deputado deixou ali um bilhete pedindo a libertação do pai, Jair Bolsonaro, preso desde 22 de novembro.

Vivendo nos Estados Unidos desde março, Eduardo registrou tudo em vídeo: o momento em que dobra o papel, a caminhada até as pedras antigas e o instante em que encaixa o bilhete na fenda do muro. Antes de deixá-lo, mostrou à câmera o recado escrito:
“Solta Bolsonaro” e “Free Bolsonaro”, acompanhados das bandeiras do Brasil e de Israel.

O vídeo foi publicado em suas redes na quinta-feira (4), e rapidamente repercutiu entre apoiadores.

Um gesto devocional que virou ato político

O Muro das Lamentações, local sagrado para milhões de judeus, recebe diariamente pessoas que depositam suas preces e desejos em pequenos papéis. Eduardo, porém, transformou a tradição em um apelo explícito: libertar o ex-presidente, condenado a 27 anos por tentativa de golpe e mantido sob prisão preventiva em uma sala especial na PF de Brasília.

Ao mesmo tempo, o deputado enfrenta seus próprios desafios. Em novembro, o STF decidiu — por unanimidade — torná-lo réu por obstrução em suposta articulação para pressionar autoridades brasileiras via governo dos EUA durante o processo envolvendo o pai.

Agenda internacional e símbolos religiosos

Durante a viagem, Eduardo também se encontrou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, celebrando o encontro nas redes com a frase:
“Quem abençoar Israel será abençoado; quem amaldiçoar será amaldiçoado.”

Netanyahu não comentou publicamente a reunião, mas Amir Ohana, presidente do Knesset, registrou o encontro e chamou o brasileiro de “defensor incansável da liberdade”.

Pouco depois, Eduardo informou que deixou Israel e seguiu viagem para os Emirados Árabes Unidos, dando continuidade a sua agenda internacional.

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