🎭 A Repetição como Arma Política

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Erika Hilton volta ao STF — outra vez contra Nikolas — enquanto ignora seus prĂłprios privilĂ©gios e viagens

A cena polĂ­tica brasileira virou um teatro previsĂ­vel: sempre que surge uma brecha, lĂĄ estĂĄ Erika Hilton correndo para o STF com mais uma denĂșncia contra Nikolas Ferreira. Parece atĂ© roteiro pronto — sĂł muda a data no protocolo.

Dessa vez, a deputada resolveu transformar uma simples visita de Nikolas a Bolsonaro em uma “operação criminosa digna de filme”, como se o parlamentar tivesse atravessado fronteiras com passaporte falso, criado códigos secretos e arquitetado fuga internacional. Tudo isso porque ele
 usou um celular.
Sério: o Brasil virou um país onde olhar um telefone perto da pessoa errada vira motivo para manchete.

Erika, que coleciona viagens internacionais, assessores, cabide de cargos e holofotes, se coloca como guardiĂŁ da lei — mas sempre com mira seletiva. É impressionante como ela encontra tempo para todo tipo de protocolo, menos para olhar para a prĂłpria bolha, onde gastos, privilĂ©gios e agendas nebulosas passam discretamente ilesos.

Na notĂ­cia-crime, ela pinta Nikolas como se fosse um agente secreto do mal, capaz de “facilitar fuga”, “articular estratĂ©gias” e “instigar descumprimento de ordem judicial”. Tudo isso porque Bolsonaro, horas depois, teve uma crise polĂ­tica envolvendo sua tornozeleira. O nĂ­vel de fantasia Ă© tĂŁo alto que beira o surreal.

A equipe de Nikolas lembrou o óbvio: ninguém avisou que o uso do celular era proibido, nem o Judiciårio, nem a fiscalização da PF. Mas no Brasil de hoje, a lógica funciona assim:
se vocĂȘ Ă© da direita, a regra vale mesmo quando ela nĂŁo existe.

Erika pede busca e apreensĂŁo do celular, quebra de sigilo, depoimentos, investigaçÔes — como se Nikolas fosse o vilĂŁo central de um romance policial.
JĂĄ seus prĂłprios atos, aliados, gastos e viagens? Esses nunca merecem um Ășnico protocolo.

É sempre o mesmo enredo: ela volta ao STF como quem volta ao salĂŁo de beleza. FrequĂȘncia alta, convicção duvidosa e muita pose diante das cĂąmeras.

No fim das contas, o que sobra é a sensação de que Nikolas estå sendo punido não pelo que fez, mas pelo que representa: uma voz jovem e popular que não se curva ao jogo político tradicional.

E enquanto o paĂ­s enfrenta problemas sĂ©rios, BrasĂ­lia segue ocupada com a guerra das narrativas — onde alguns se dedicam mais a perseguir adversĂĄrios do que a resolver a vida de quem realmente precisa.

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