Fuga frustrada: Moraes decreta prisão preventiva de Léo Índio

Fuga frustrada: Moraes decreta prisão preventiva de Léo Índio

Aliado da família Bolsonaro é acusado de envolvimento nos atos de 8 de janeiro e tentou se refugiar na Argentina

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Léo Índio, aliado da família Bolsonaro e réu por sua suposta participação nos ataques de 8 de janeiro. Índio deixou o Brasil e foi para a Argentina em meio ao avanço das investigações. Nesta terça-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou sua prisão.

Sobrinho de Rogéria Nantes, ex-esposa de Jair Bolsonaro e mãe dos filhos mais velhos do ex-presidente, Léo Índio confirmou na semana passada a Moraes que está na Argentina há 22 dias. Ele apresentou um documento do governo argentino que lhe concede permanência provisória no país até 4 de junho.

Na decisão, Moraes destacou que Índio demonstrou “ampla intenção de sair do território nacional com a finalidade de se evadir do distrito de culpa”. O ministro ressaltou que, mesmo ciente do cancelamento de seu passaporte, ele deixou o Brasil usando apenas seu documento de identidade para ingressar na Argentina.

“A evidente fuga do distrito da culpa em virtude do recebimento da denúncia em face do réu demonstra a legitimidade da imposição da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal”, afirmou Moraes.

A denúncia da PGR contra Léo Índio foi aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF no início de março. Na semana passada, ele revelou em uma entrevista de rádio que estava na Argentina há cerca de 20 dias.

Além disso, a Polícia Federal informou que, em outubro do ano passado, apreendeu um passaporte cancelado na casa de Léo Índio e solicitou autorização para sua destruição, reiterando o pedido nesta terça-feira.

A PGR acusa Léo Índio de cinco crimes: golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Segundo a denúncia, ele gravou e divulgou imagens em frente ao Congresso Nacional durante a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Além disso, a PGR aponta que ele também participou de manifestações antidemocráticas, incluindo acampamentos montados em frente a unidades militares após as eleições de 2022.

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